Seja Bem Vindo

13.3.15


A prática de encolher cabeças vem de tribos de diversos lugares, como o Amazonas, a África e ilhas isoladas no Pacífico em especial os Índios Jivaros. As cabeças encolhidas normalmente são dos inimigos, usadas como colares pelos guerreiros das tribos, ou como amuleto dos feiticeiros... Em algumas tribos as cabeças encolhidas são dos parentes para que continuem próximos... de certa forma.

Em 1921 a população Equatoriana era composta por um grande volume de índios, a grande maioria índios selvagens, conhecida popularmente por Jivaros. O próprio governo do Equador, os ignora, afinal eles vivem completamente isolados no meio da floresta. Os Jivaros possuem uma estatura média, corpo robusto, rosto redondo, e olhos negros. Os homens usam cabelos longos, vestem uma tanga e usam um estiletes de bambu atravessado nos lóbulos das orelhas. As mulheres tem cabelos longos, e usam um adorno no lábio inferior confeccionado de bronze. Ambos possuem lábios muito negros, em virtude de mascarem uma erva chamada Yanamuco.

Os índios Jivaros eram polígamos podendo cada um possuir de 5 a 8 esposas, onde a maioria era ganha pela morte de um inimigo.Se uma mulher é pega em adultério, todo o seu cabelo é raspado. Havendo reincidência, a mulher é presa ao chão por uma lança que lhe atravessa a carne, e ali permanece por vários dias, sendo alimentada e vigiada. Apesar do sofrimento, ela não chega a morrer. Se cometer adultério pela terceira vez, ela será executada. A mulher nunca chegar a cometer o adultério três vezes, como deu para perceber o modo pelo qual eles tratam deste assunto, depois do segundo castigo, elas se tornam fiéis definitivamente. 

 

As guerras aconteciam quando os Jivaros encontravam-se com uma tribo vizinha ou quando encontravam um companheiro Jivaro que vive a alguma distância (as vezes batalhavam entre si para manterem a tradição). Caso o inimigo tivesse família, na morte, a família era adquirida pelo vencedor, onde se transformavam em membros imediatos da família e não eram tratados de forma alguma como escravos. Logo que o inimigo é posto no chão, ele é morto com uma flecha que não está envenenada. Em seguida o Jivaro o segura pelo cabelo, e com uma faca curta, feita de bambu, corta-lhe os músculos do pescoço, e as vértebras com uma habilidade cirúrgica e num instante a cabeça é separada do corpo.  Depois ela levada cuidadosamente até que todos se reúnam em torno de uma fogueira. E o ritual inicia com a participação reservadas para os homens da tribo. As mulheres apenas servem bebidas aos homens. É feito um corte acima da base da garganta e então o cranio é removido por inteiro, juntamente com os miolos, músculos, olhos, língua, em seguida ele é colocado em uma estaca. O crânio é lavado em água e depois molhado em azeite de urucu, em seguida colocado ao sol para secar.  Durante vários dias se repete o processo de lavar a cabeça e coloca-la para secar. Após isso a cavidade era preenchida com areia quente, após alguns dias a cabeça encolhia a um grau inacreditável adquirindo mais ou menos o tamanho de um punho de homem.


Em uma segunda variação do processo temos - O índio mata seu inimigo, corta sua cabeça, coloca-a num extrato vegetal de Yanamuco, que lhe da uma coloração negra e a conserva da ação do tempo. Reunido com os homens da tribo; ele retirado do crânio os os miolos, músculos, olhos, língua. Depois a cabeça é enchida com areia e seixos quente, que são substituídos diariamente em um processo que dura dias. Ambos processos fazem com que as células que compõem a parte óssea do crânio, se quebrem e e se contraiam a tal ponto de realmente diminuir o tamanho da cabeça.

Em alguns casos a crânio chega a diminuir 50 % de seu tamanho e curiosamente através da regulamentação da contração da pele, os traços fisionômicos se mantém quase que perfeitos. Todo o processo leva seis dias para ser concluído e, no último, é celebrado do final dos trabalhos com uma festa chamada Tzantza ou Tsantsa.

Analisando essas cabeças observa-se que os olhos e a boca eram costurados, o motivo desse ritual era que os índios Jivaros acreditavam que retirando a cabeça e realizando o cerimonial o espírito do inimigo não mais o encomodaria. Após o preparo das cabeças dos inimigos mortos começava a segunda parte do ritual que ocorria no espaço de um mês mais ou menos, aonde havia um festejo e uma dança cerimonial aonde aconteciam orgias e embriaguês, onde os Jívaros usavam as cabeças encolhidas no pescoço como colares,quanto mais cabeças o índio tivesse, mais respeitado ele era pela tribo. Após este festejo era possível comprar a cabeça do Jivaro.



Comércio de cabeças encolhidas - Muitos colecionadores exóticos gastam uma fortuna para conseguir uma destas cabeças. Isto incentivou a alguns aventureiros conquistarem a confiança dos Jivaros para poderem aprender este processo de mumificação de cabeças. Estes gananciosos começaram a atacar viajantes, matavam, encolhiam suas cabeças, e as vendiam no mercado negro para colecionadores, enquanto que os índios levavam a culpa destas mortes. E foi por este motivo que os Jivaros ficaram sendo conhecidos internacionalmente. Houve época que no interior do Equador e Peru, as pessoas tinha medo de andar nas ruas mais desertas. Este pavor foi contornado quando autoridades eclesiásticas católicas, ameaçaram excomungar os comerciantes, caçadores, ou quem quer que seja que possuíssem um destes tenebrosos amuletos. E esta medida deu certo, logo o tráfico cessou e as cabeças sumiram do mercado. Mesmo assim existem fanáticos colecionadores que pagariam muito por uma cabeça encolhida original.


As cabeças encolhidas podem ser vistas em alguns museus. 



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