Seja Bem Vindo

2.5.17



Originalmente parte da coletânea “Coisas frágeis” (“Fragile things”, 2006), lançada pela Conrad por ocasião da terceira visita de Gaiman ao Brasil, “Os outros” foi limado da edição final, assim como diversos outros trabalhos, por uma decisão editorial incompreensível, que faz pensar a respeito do nível do material que estamos perdendo. Segue abaixo a versão traduzida por Michele A. Vartuli.





“OS OUTROS”


– O tempo é fluido por aqui – disse o demônio.

Ele soube que era um demônio no momento em que o viu. Assim como soube que ali era o inferno. Não havia nada mais que um ou o outro pudessem ser.

A sala era comprida, e do outro lado o demônio o esperava ao lado de um braseiro fumegante. Uma grande variedade de objetos pendia das paredes cinzentas, cor de pedra, do tipo que não parecia sensato ou reconfortante inspecionar muito de perto. O pé-direito era baixo, e o chão, estranhamente diáfano.

– Chegue mais perto – ordenou o demônio, e ele se aproximou.

O demônio era esquelético e estava nu. Tinha cicatrizes profundas, que pareciam ser fruto de um açoite ocorrido num passado distante. Não tinha orelhas nem sexo. Os lábios eram finos e ascéticos, e os olhos eram condizentes com os de um demônio: haviam ido longe demais e visto mais do que deveriam. Sob aquele olhar, ele se sentia menos importante do que uma mosca.

– O que acontece agora? – ele perguntou.

– Agora – disse o demônio com uma voz que não demonstrava sofrimento nem deleite, somente uma horripilante e neutra resignação – você será torturado.

– Por quanto tempo?

O demônio balançou a cabeça e não respondeu. Ele percorreu lentamente a parede, examinando um a um os instrumentos ali pendurados. Na outra extremidade, perto da porta fechada, havia um açoite feito de arame farpado. O demônio o apanhou com uma de suas mãos de três dedos e o carregou com reverência até o outro lado da sala. Pôs as pontas de arame sobre o braseiro e observou enquanto se aqueciam.

– Isso é desumano.

– Sim.

As pontas do açoite ganharam um baço brilho alaranjado.

– No futuro, você vai sentir saudade desse momento.

– Você é um mentiroso.

– Não – respondeu o demônio. – A próxima parte é ainda pior – explicou pouco antes de descer o açoite.

As pontas do açoite atingiram nas costas do homem com um estalo e um chiado, rasgando as roupas caras. Elas queimavam, cortavam e estralhaçavam tudo o que tocavam. Não pela última vez naquele lugar, ele gritou.

Havia duzentos e onze instrumentos nas paredes da sala, e com o tempo, ele iria experimentar cada um deles.

Por fim, a Filha do Lazareno, que ele acabou conhecendo intimamente, foi limpa e recolocada na parede na duocentésima décima primeira posição. Nesse momento, por entre os lábios rachados, ele soluçou:

– E agora?

– Agora começa a dor de verdade – informou o demônio.

E começou mesmo.

Cada coisa que ele fizera que teria sido melhor não ter feito. Cada mentira que ele contara – a si mesmo ou aos outros. Cada pequena mágoa, e todas as grandes mágoas. Cada uma dessas coisas foi arrancada dele, detalhe por detalhe, centímetro por centímetro. O demônio descascava a crosta do esquecimento, tirava tudo até sobrar somente a verdade, e isso doía mais que qualquer outra coisa.

– Conte o que você pensou quando a viu indo embora – exigiu o demônio.

– Pensei que meu coração ia se partir.

– Não, não pensou – contestou o demônio, sem ódio. Dirigiu seu olhar sem expressão para o homem, que se viu forçado a desviar os olhos.

– Pensei: agora ela nunca vai ficar sabendo que eu dormia com a irmã dela.

O demônio desconstruiu a vida do homem, momento por momento, um instante medonho após o outro. Isso levou cem anos ou talvez mil – eles tinham todo o tempo do universo naquela sala cinzenta. Lá pelo final, ele percebeu queo demônio tinha razão. Aquilo era pior que a tortura física.

Mas acabou.

Só que, quando acabou, começou de novo. E com uma consciência de si mesmo que ele não tinha da primeira vez, o que de certa forma tornava tudo ainda pior.
Agora, enquanto falava, se odiava. Não havia mentiras nem evasivas, nem espaço para nada que não fosse dor e ressentimento.

Ele falava. Não chorava mais. E, quando terminou, mil anos depois, rezou para que o demônio fosse até a parede e pegasse a faca de escalpelar, ou o sufocador, ou a morsa.
– De novo – ordenou o demônio.

Ele começou a gritar. Gritou durante muito tempo.

– De novo – ordenou o demônio quando ele se calou, como se nada houvesse sido dito até então.

Era como descascar uma cebola. Dessa vez, ao repassar sua vida, ele aprendeu sobre as conseqüências. Percebeu os resultados das coisas que fizera; notou que estava cego quando tomou certas atitudes; tomou conhecimento das maneiras como inflingira mágoas ao mundo; dos danos que causara a pessoas que mais conhecera, encontrara ou vira. Foi a lição mais difícil até aquele momento.

– De novo – ordenou o demônio, mil anos depois.

Ele agachou no chão, ao lado do braseiro, balançando o corpo de leve, com os olhos fechados, e contou a história de sua vida, revivendo-a enquanto contava, do nascimento até a morte, sem mudar nada, sem omitir nada, enfrentando tudo. Abriu seu coração.

Quando acabou, ficou sentado ali, de olhos fechados, esperando que a voz dissesse: “de novo”. Porém, nada foi dito. Ele abriu os olhos.

Lentamente, ficou de pé. Estava sozinho.

Na outra ponta da sala havia uma porta, que, enquanto ele olhava, se abriu.

Um homem entrou. Havia terror em seu rosto, e também arrogância e orgulho. O homem, que usava roupas caras, deu alguns passos hesitantes pela sala e parou.

Ao ver o homem, ele entendeu.

– O tempo é fluido por aqui – disse ao recém-chegado.










16.1.17


Imagem: Google


A maquiagem é muito antiga e tem origem nos povos primitivos para diferenciar posições hierárquicas na aldeias, em ritos de passagem ou até mesmo para firmar condições de guerra.

Um dos maiores destaques na pintura facial é o Antigo Egito. Se pintava os olhos em devoção ao Deus Rá, o Deus do Sol. Os Faraós também usavam maquiagem mas para evitar que as pessoas olhassem diretamente para eles.

Um dos maiores destaques na pintura facial é o Antigo Egito. Se pintava os olhos em devoção ao Deus Rá, o Deus do Sol. Os Faraós também usavam maquiagem mas para evitar que as pessoas olhassem diretamente para eles.

Seja por fé ou por questões políticas, com um propósito a maquiagem adquire um poder. Quando você chega num local ou quando chegam até você, o rosto é praticamente o primeiro contato visual que emite por si só algumas informações e é exatamente aí que a maquiagem atua, onde você pode moldar a informação que deseja passar.

A maquiagem tem um poder visual tão grande que até nos dias atuais quando encontramos alguém com os olhos pintados com esse risco preto puxado associamos aos Egito, firmando assim a personalidade cultural de uma nação.


Binha Martins





29.12.16





A ação judicial que suspendeu a construção de uma nova rodovia na Islândia foi apresentada em prol dos… Elfos. O projeto de construção da estrada será adiado até que a Suprema Corte da Islândia decida sobre o caso dos Amigos da Lava, um grupo que trabalha contra a destruição dos habitats dos Elfos e da vida selvagem. Parece coisa de maluco, mas as ideias deles podem não ser tão bizarras assim.

A rodovia cortaria campos de lava naturais ao sul de Reykjavík, acabando com a grama, com os pássaros e com… os Elfos. A preocupação especial é com uma “Catedral de Elfos” na área. “A igreja dos Elfos é conectada através da energia da luz com outras igrejas, outros lugares,” explica Ragnhildur Jónsdóttir, islandesa que afirma enxergar Elfos, ao Atlantic. “Se uma igreja é destruída… bom, isso não é uma coisa boa.”

Na verdade, a oposição dos Elfos a projetos de construção islandeses não é algo novo. A Administração Islandesa de Estradas e da Costa recebe tantas consultas da imprensa que eles têm uma resposta padrão que você pode ler aqui. O documento detalha vários casos nos quais se acredita que as falhas de equipamento foram o resultado da sabotagem de Elfos descontentes. Por exemplo: um trabalhador que removeu uma imensa rocha supostamente habitada por Elfos acabou destruindo acidentalmente um cano de água que alimentava uma fazenda de piscicultura, matando 90 mil smolts (salmões jovens). Essa é a vingança dos Elfos.

Uma pesquisa de 2007 descobriu que 62% dos 1.000 entrevistados islandeses acreditam que é possível que os Elfos existam. O memorando oficial da Administração Islandesa de Estradas e da Costa sobre os Elfos cita rumores de que o caso da rocha ligada ao acidente com os peixes poderia ser uma forma velada de protesto. “Essas histórias apareceram na época do projeto de construção e provavelmente foram inventadas por alguém que se opunha ao trabalho ou por simples maldade.”

E é exatamente isso que é tão interessante na nova saga dos Elfos versus a rodovia. Talvez as pessoas que querem ver a obra construída estejam ansiosos para pintar a oposição como um bando de malucos. Mas é possível que a invocação dos Elfos seja só um modo alternativo de expressar uma velha ideia: a da preservação do ambiente. Ryan Jacobs, do Atlantic, falou com Árni Björnsson, o ex-diretor do departamento etnológico do Museu Nacional da Islândia:

Björnsson especula que as histórias sejam usadas para expressar “uma espécie de ambientalismo primitivo”. De certa forma, elas representam uma conexão especial com a paisagem natural que seria difícil de articular de outra maneira. Haukur Ingi Jónasson, professor de gerenciamento de projetos na Universidade de Reykjavík que escreveu sobre Elfos durante sua graduação em teologia e psicanálise feita em Nova York, diz que as várias montanhas, colinas e rios da Islândia são carregados de significado para as pessoas que vivem perto deles. “[Os Elfos são] uma espécie de tentativa ritualística de proteger algo significativo, de respeitar algo importante e de reconhecer o valor da natureza,” diz ele. Em outras palavras, os Elfos honrariam o equilíbrio de poder que sempre se inclinou em direção à natureza e aos caprichos dos vulcões em erupção, das geleiras inconstantes e do chão que treme com terremotos.




Por: Sarah Zhang




9.12.16


imagem: Google


A Natureza nos dá sinais a todo momento e essa forma de comunicação, bem diferente de um diálogo convencional, nos faz abrir uma série de hipóteses para uma resposta do que realmente está sendo dito.

Um ponto muito importante para analisar esse tipo de interação é ter receptividade às sensações do momento e ter conhecimento básico sobre as características do que está acontecendo.

Hoje vou escrever um pouquinho sobre as borboletas, que há muito tempo suas visitas, formas de voo e interação trazem, mesmo pequena, uma sensação de que alguma informação chegou ali, junto com elas. E para analisarmos seus significados de forma alguma devemos ter uma lista dizendo que se trata disso ou daquilo e ponto final, pois agindo assim estamos simplesmente neglicenciando a própria forma desse tipo de comunicação.

Quando recebemos um sinal da Natureza, tudo conta, mas é preciso ter feeling.
Normalmente é algo simples com características específicas para uma análise.

No caso das borboletas é a mesma coisa e temos que verificar a forma que tudo acontece.

A borboleta é um inseto do Elemento Ar, além de voar é leve, sutil...

As formas de contato podem ser de diversas maneiras:

Ela pode nos circular e ir embora... e o círculo pode ser no sentido horário ou anti-horário.
Ela pode entrar no ambiente que estamos e ali ficar por um bom tempo.
Ela pode voar rapidamente passando na frente dos nossos olhos.
Ela pode pousar em nós e\ou ficar próxima.

Sua ou suas cores também trazem uma informação, porque a Natureza interage quando há nos fatos uma harmonia fluídica como uma dança.

Então quando acontecer algo do tipo com você, analise de forma simples percebendo todo o contexto, porque é dessa forma que você vai conseguir adentrar nessa realidade.

Binha Martins




Contatos para Cursos e orientação de 
Paganismo e Magia da Natureza:  
19 991965002 (também whatsapp)
espacocomciencia@live.com




21.11.16


Corpo tem órbita em trajetória e direção bastante diferente da grande maioria dos corpos celestes do sistema solar; uma das hipóteses é que estaria em girando em torno de planeta não descoberto.




Niku significa "rebelde" em chinês. E, agora, é também o nome de mais um mistério a ser desvendado por astrônomos.

Astrônomos descobriram um corpo celeste localizado no sistema solar exterior depois de Netuno que se movimenta em uma órbita atípica, numa direção diferente da traçada por planetas ou asteroides que orbitam o Sol.

Segundo a revista "New Scientist", o brilho do objeto é 160 mil vezes mais fraco que o de Netuno, o que significa que ele pode ter menos de 200 km de diâmetro.

Mas o grande mistério é de sua órbita, na direção contrária da grande maioria dos objetos do sistema solar - inclusive da Terra. Além disso, orbita um plano que tem uma inclinação de 110º graus em relação ao sistema solar.

Por isso, ganhou o nome de "Niku", rebelde.




"Espero que todo mundo tenha apertado os cintos de segurança, porque o sistema solar externo acaba de ficar muito mais estranho", twitou a astrônoma Michele Bannister, da Queens University, em Londres.





De acordo com cientistas, sistemas planetários costumam ser planos, já que a nuvens de gás formadoras de estrelas criam um disco achatado de poeira e gás ao seu redor. As forças atuam para que todas as partículas ali girem na mesma direção.

Por isso, para qualquer coisa girar em outra direção ou ter uma inclinação diferente, ela tem que ter sido atingida por um outro objeto. Mas os cientistas ainda não sabem o que pode ter causado o fenômeno nesse caso.

"Sempre que há algo que não conseguimos explicar no sistema solar exterior, é muito interessante porque, de certa forma, está antecipando uma nova descoberta", disse à New Scientist Konstantin Batygin, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos.

Uma hipótese que chegou a ser cogitada é a de que o objeto esteja sendo atraído pela mesma força gravitacional que age sobre um grupo de corpos celestes alinhados de forma pouco usual no Cinturão de Kuiper - área no limite extremo do sistema solar após Netuno. Esse grupo seria atraído por um planeta gigante que orbita o sol uma vez a cada 10 mil a 20 mil anos, o hipotético "Planeta Nove".
Mas Niku está perto demais do centro do sistema solar para fazer parte deste grupo.

Também cogitou-se que poderia haver por ali um planeta anão, como Plutão, que ocasionasse esse efeito. Mas, até agora, nada foi descoberto.




Font: BBC





18.11.16


Foto: Laranjeiras nascendo


O que faz uma pessoa ser pagã é exatamente a sua interação e integração com a Natureza e como o indivíduo se beneficia dessa fonte.

Independente de morar na cidade ou no campo a sua conduta em respeito à Natureza se reflete no seu dia a dia, como por exemplo direcionar alimentos naturais da forma correta para que os mesmos voltem a dar vida e alimentar mais seres ou simplesmente nos dar mais sombra e oxigênio.

Isso é algo tão simples mas percebo como são poucas as pessoas que direcionam os restos de alimentos como frutas, verduras e legumes da forma correta. Você pode iniciar já!

O mais comum é a composteira, onde todos esses alimentos são jogados se tornando um abudo para depois ser usado na horta, no jardim, em vasos ou até mesmo em alguma praça próxima a sua casa.

Um outro método também é você ter um vaso grande e colocar no fundo um pouco de terra e conforme você for consumindo alimentos naturais, as cascas, sementes e caroços devem ser jogadas no vaso e sempre após jogar esses alimentos cobri-los com um pouco de terra evitando mosquitos. E vai fazendo esse processo até o vaso se encher. Lembrando que a última camada deve ser de terra. Quando começar a nascer as plantas, você pode ficar com o vaso, presenteá-lo ou até mesmo enterrar todo o conteúdo numa praça (os pássaros agradecem... rs).
Obs.: Para quem coa café sem açúcar, o pó usado pode ser usado no lugar na terra.

Viu como é fácil?
Então comece já!

Esse processo renova a vida através do cultivo dos alimentos.

Binha Martins






Contatos para Cursos sobre
Paganismo e Magia da Natureza:
19 991965002 (também whatsapp)

7.11.16


Especialistas dão dicas do que observar e qual o melhor local para acompanhar o fenômeno em 14 de novembro.


Superlua ocorrerá em 14 de novembro (Foto: Juan MABROMATA / AFP)


Daqui a alguns dias, a Lua estará mais perto de nós do que o comum. Na verdade, ela não se mostra tão atrevida há algumas décadas. Na véspera do próximo dia 14, será possível observar a maior Superlua em quase 70 anos.

Mas do que se trata o fenômeno? De acordo com a astrônoma britânica Heather Couper, as superluas são resultado de uma "casualidade". "A Lua gira ao redor de uma órbita elíptica, e se a Lua Cheia coincide com o ponto do trajeto onde está mais próximo da Terra, ela pode parecer absolutamente enorme", afirma.  

Essa coincidência ocorrerá novamente no dia 14 de novembro e o fenômeno deve ser extraordinário por causa da proximidade: nesta data a Lua se encontrará a 48,2 mil quilômetros mais próxima da Terra do que quando esteve recentemente no seu apogeu - que é o ponto mais distante da órbita. O satélite não chegava tão perto assim desde 1948 e não voltará a fazê-lo até 2034.

Com exceção do eclipse da Superlua de 2015, não houve nem haverá por muito tempo uma Lua Cheia tão especial - mesmo que curiosamente tenhamos tido três Superluas consecutivas em três meses - a anterior ocorreu em 16 de outubro e a última será no dia 14 de dezembro.

É possível se preparar para aproveitar melhor o fenômeno e ainda identificar algumas "surpresas".


Quando a Lua está mais afastada da Terra, se diz que ela está no apogeu. No ponto oposto, o perigeu, ela pode chegar até 50 mil km mais próxima da Terra que no apogeu (Foto: REUTERS/Amr Abdallah Dalsh)


Qual é a melhor forma de ver uma Superlua?

A melhor maneira, claro, é para ir para um local aberto e tranquilo, longe das grandes cidades e da iluminação artificial muito forte e potente.

Como em qualquer outra Lua Cheia, o corpo celeste parece maior e mais brilhante quando aparece no horizonte. E o mesmo ocorre com as Superluas. Ainda que elas apareçam 14% maiores e 30% mais luminosas que as luas cheias comuns, são mais surpreendentes quando estão na linha do horizonte e não altas, no céu.

O especialista Geoff Chester, do Observatório Naval dos Estados Unidos (USNO, na sigla em inglês), explica que isso não é resultado de uma ilusão de ótica, mas de um efeito ótico que não é compreendido completamente nem por astrônomos, nem por psicólogos.
Mesmo assim, ele acrescenta que Superluas parecem ainda maior quando vistas através das árvores ou de casas.

Alguns especialistas sugerem outra dica no mínimo curiosa para dissipar a ilusão: uma pessoa pode ficar de costas para a Lua, curvar-se e olhar para o céu entre as pernas.


Fenômeno ocorre quando lua está mais próxima da terra (Foto: Onofre Martins/G1 AM)


Surpresas para descobrir 

Na região da Lua que ficará visível no próximo dia 14 de novembro, há uma abundância de crateras causadas por impactos de meteoritos e atividade vulcânica de bilhões de anos atrás.
Os contrastes entre as áreas que refletem a luz do Sol (as montanhas) e as planícies que permanecem na sombra (os mares) pode ser convertido, com um pouco de imaginação, nas mais surpreendentes figuras.

No momento em que a Lua aparecer maior e mais brilhante, teremos uma excelente oportunidade para descobrir figuras ocultas e "desenhos" na superfície da geografia lunar.
Uma das silhuetas mais reconhecidas é a de um coelho com grandes orelhas. A imagem é tão fascinante que a civilização maia criou até uma lenda para explicar o que era um mistério até então. A lenda envolve o deus Quetzalcóatl, que, depois de um ato de generosidade de um coelho que lhe ofereceu comida em um momento de extrema necessidade, ele decidiu levá-lo para a Lua em sinal de agradecimento. Dessa forma, a imagem do coelho seria visto por todos e por toda eternidade.
Os observadores mais atentos - Cleópatra e Abraham Lincoln entre eles - disseram ter visto um rosto humano na superfície da Lua. Certamente foi o mesmo que inspirou a famosa sequência do filme Viagem à Lua, do pioneiro cineasta George Meliés.
E tem até quem chegue a ver Elvis Presley, um par de mãos, uma árvore, mulheres, sapos, Jesus Cristo e um homem carregando lenha.
Mas não é preciso ir tão longe: para muita gente, brincar de identificar o coelho já é diversão suficiente.


Um casal é visto com a lua cheia ao fundo em Kansas, nos EUA (Foto: Charlie Riedel/AP)


Contra os mitos e as falsas crenças

Ao contrário do que muito se comenta, uma SuperLua não trará com ela o fim do mundo, nem causará um aumento na incidência de crimes.
Entre os muitos mitos que são repetidos, um dos mais comuns alega que esses fenômenos teriam algum efeito sobre os criminosos, que ficariam mais vorazes nas noites de Lua Cheia.

Mas os cientistas já descartaram a possibilidade de que o perigeu possa causar comportamentos estranhos, como a licantropia - a alucinação de que um ser humano poderia se transformar em um animal, como na lenda do lobisomem, ou ainda provocar desastres naturais de qualquer tipo.
Segundo o psicólogo Scott O. Lilienfeld, da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, "não importa quão perto ou longe ela passe, a Lua não incita crimes, como sugere a crença popular".
Autor do livro "50 Grandes Mitos da Psicologia Popular", ele alerta que estudos sobre esse tipo de conexão encontraram "uma grande quantidade de nada".
O especialista afirma que essa relação ocorre pela forma como as pessoas conectam as ideias.
"Quando há Lua Cheia e se comentem crimes, fazem esse tipo de relação. Quando não ocorre nada e ainda assim a Lua está cheia, não o fazem". 

Daqui a alguns dias, a Lua estará mais perto de nós do que o comum. Na verdade, ela não se mostra tão atrevida há algumas décadas. Na véspera do próximo dia 14, será possível observar a maior Superlua em quase 70 anos.







Copyright © As novas da Grande Arte | Powered by Blogger