Seja Bem Vindo

29.8.16


Foto: Antonio More/Gazeta do Povo


O Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba tem um acervo monumental de mais de 800 peças da arte religiosa. Algumas até raras, como a imagem de Bom Jesus dos Pinhais em terracota do século 17. 
 


Foto: Antonio More/Gazeta do Povo


Foto: Antonio More/Gazeta do Povo


Foto: Antonio More/Gazeta do Povo


As instalações do Museu de Arte Sacra da Arquidiocese ficam na Igreja da Ordem, no Centro Histórico da cidade, na Rua Claudino dos Santos, sem número.

O local funciona de terça à sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 13 às 18 horas; ao sábado, domingo e feriados, das 9 às 14 horas. Para agendar visitas monitoradas, o telefone é (41) 3321-3328.




Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br





24.8.16



Criatura, que viveu entre 1.200 e 1.280 d.C., tem estrutura óssea completamente diferente da humana e pode ser de um extraterrestre.




Durante escavações realizadas na cidade de Olstykke, na Dinamarca, pesquisadores encontraram um crânio que é 50% maior que a cabeça humana e que possui cavidades enormes na região dos olhos. O objeto batizado de “crânio de Sealand” foi encontrado por trabalhadores que substituíam a tubulação de esgoto debaixo de uma antiga casa. 

“Apesar de ter muita semelhança com mamíferos, alguns traços fazem com que seja impossível catalogá-lo entre os animais da taxonomia de Linneo”, afirmaram pesquisadores do Colégio Veterinário de Copenhague, que estudaram o crânio. Além disso, consideraram que sua estrutura era “parecida” com a caveira de um extraterrestre. 

O Instituto de Niels Bohr realizou uma datação por radiocarbono, revelando que o misterioso ser viveu entre 1.200 e 1.280 d.C. 

Quando comparado com o crânio de um humano, o crânio de Sealand tem várias diferenças. Os orifícios dos olhos não são apenas maiores, mas profundos e arredondados. Além disso, a cavidade ocular se estende para as laterais do crânio, enquanto no humano, os olhos estão mais no centro. A narina no crânio de Sealand é muito pequena e o queixo estreito. 

Assista ao vídeo que traz mais detalhes (em inglês): 

23.8.16


A maioria das divindades egípcias surgiu pela primeira vez como cultos muito localizados e em toda a sua história mantiveram os seus centros locais de culto, com a maioria das capitais e cidades sendo amplamente conhecidas como lar dessas divindades. Ísis foi, em sua origem, uma divindade independente e popular estabelecida em tempos pré-dinásticos, anteriormente a 3100 a.C., em Sebenitos no delta do Nilo.

No Egito, existiram três grandes templos em homenagem a Ísis:
em Behbeit el-Hagar, no delta do Nilo, atualmente em ruínas;
em Dendara, no Alto Egito, onde existe um santuário a Hathor parcialmente preservado;
em Filas.

Na ilha de Filas, no Alto Nilo, o culto a Ísis e Osíris persistiu até ao século VI, ou seja, muito tempo após a ascensão do cristianismo e a subsequente supressão do paganismo. O decreto de Teodósio (cerca de 380 d.C.) determinando a destruição de todos os templos pagãos, não foi aplicada em Filas até ao governo de Justiniano I. Essa tolerância foi devido a um antigo tratado celebrado entre os Blemyes-Nobadae e Diocleciano. Todos os anos, eles visitavam Elefantina e, em determinados períodos levavam a imagem de Ísis rio acima para a terra dos Blemyes para fins divinatórios, devolvendo-a em seguida. Justiniano enviou Narses para destruir os santuários, prender os sacerdotes e arrestar as imagens sagradas para Constantinopla. Filas foi o último dos antigos templos egípcios a ser fechado.


Templo de Ísis, Roma


Eventualmente, templos a Ísis começaram a se difundir além das fronteiras do Egito. Em muitos locais, em especial em Biblos, o seu culto assumiu o lugar da Deusa semita Astarte, aparentemente pela semelhança entre os seus nomes e atributos. À época do helenismo, devido aos seus atributos de protetora e mãe, assim como ao seu aspecto luxurioso, adquirido quando ela incorporou alguns dos aspectos de Hator, ela tornou-se padroeira dos marinheiros, que difundiram o seu culto graças aos navios mercantes que circulavam no mar Mediterrâneo.


Templo de Ísis, Pompeia


Através do mundo greco-romano, Ísis tornou-se um dos mais significativos mistérios, e muitos autores clássicos fazem referência, em suas obras, aos seus templos, cultos e rituais. Templos em sua homenagem foram erguidos na Grécia e em Roma, tendo sido colocado a descoberto um bem preservado exemplar em Pompeia.

Da mesma forma, a deusa árabe "Al-Ozza" ou "Al-Uzza" (em árabe, العُزّى, al ȝozza), cujo nome é semelhante ao de Ísis, acredita-se que seja uma manifestação sua. Isso, porém, é entendido apenas com base na semelhança entre os nomes.









22.8.16





A nave espacial Juno, lançada pela Nasa em 5 de agosto de 2011 (e entrou em uma órbita polar ao redor do planeta Júpiter em 5 de julho de 2016), fotografou a Terra em meio a sua jornada. 

A imagem mostra a Terra e a Lua, a uma distância de mais de 9 milhões de km. O registro foi possível graças à JunoCam, câmera fotográfica instalada a bordo da espaçonave. 

"É uma visão humilde, porém bonita, de nós mesmos", disse Scott Bolton, integrante da missão Juno da Nasa




Via Ciência e Astronomia



21.8.16


Existem muitas etnias indígenas e cada um possui suas próprias tradições. Como alguém que também está iniciando os estudos sobre os povos indígenas, vejo a necessidade de deixar alguns desses conceitos expostos, visto que é um elemento cultural extremamente rico e, como andarilhos desta terra sagrada, nossa obrigação é a de respeitar e de tentar manter viva a cultura dos Povos Indígenas e, a informação é o primeiro passo.

O termo Tupi é usado normalmente de forma genérica e era usado para designar diversos povos que viviam no litoral brasileiro no século XVI, existindo muitos povos que falam línguas da mesma família da língua Tupi, sendo a mais famosa os Guaranis. Porém, vale lembrar que não são apenas um povo, mas vários diferentes.

Irei descrever de forma básica alguns Deuses e colocarei uma Arte com a qual me deparei nos últimos tempos, que por sua vez me trouxe encanto e mais vontade de ler sobre o assunto. 



Jací, a Deusa Lua


Deusa Lua Jaci, arte de Bianca Duarte


“Abá o-ikó ‘y pupé 
Taba suí ‘y pupé 
Kunumim o-monhang r-apé 
Kunumim o-monhang r-apé
Yby oby supé 
Arara kûara-pe”


Jací é a Lua. Já li em algumas versões que ela é mostrada como companehira de Guarací, O Deus Sol, mas a mais famosa é como irmã gêmea de Guaraci e esposa do Deus do Trovão, Tupã. Nas mesmas variações de suas histórias, há ainda que ela foi criada por Guarací, pois quando esse dormia, o mundo ficava na escuridão. Em outra, talvez a mais famosa é que fora criada por Tupã, para iluminar a noite e trazer suavidade e encanto para o mundo.

Jací, é a protetora das plantas, dos animais e dos amantes. É uma Deusa amável e acredita-se que possui uma fantástica beleza, tendo feito o próprio Tupã se apaixonar (ou Guarací, dependendo da versão).



Guaraci, o Deus Sol




Guarací é o Sol e em algumas versões ele foi criado por Tupã e é o irmão gêmeo de Jaci, a Lua. É um Deus muito querido e respeitado pela sua importância. Guarací é visto como um doador da vida e é responsável por ser a luz do mundo. Juntamente com Jací, foram os primeiros Deuses criados por Tupã e regem sobre todos os seres vivos. Em algumas versões, ele é visto como o criador da vida. Existem lendas diferentes dependendo das fontes abordadas e das tradições de alguns povos da língua Tupi.



Tupã, o Deus do Trovão




Tupã, o Deus do Trovão, talvez seja o Deus dos povos indígenas mais conhecidos no país. Mesmo que as pessoas apenas conheçam seu nome, é uma prova de que seu poder alcança toda nossa terra, assim como seus relâmpagos e trovões.

Tupã é descrito como o Deus criador de todas as coisas. Ele criou os homens a partir do barro e uma mistura de vários elementos da natureza e também criou o primeiro gruo de Deuses. Em algumas lendas, Tupã transforma mortais em entidades ou Deuses. Ele criou Rupave e Sypave, cujos nomes significam “pai dos povos” e “mãe dos povos”, respectivamente.

Este Deus era descrito como justo e bom para com os homens, mas com temperamento agressivo. Também é visto como um grande guerreiro e o trovão seria tanto sua arma quanto a forma de se expressar, sendo sua ferramenta e parte de si mesmo.



Anhangá, o Deus do Submundo




Anhangá é o Deus do submundo e aquele que rege sobre os mortos. Ele também é conhecido por castigar as más pessoas de forma cruel. Anhangá é visto como um inimigo de Tupã e o único a rivalizar em poder, sendo um Deus poderoso.

Uma curiosidade é que Anhangá também é visto como um protetor da floresta, podendo possuir várias formas, entre elas, a mais famosa seria a de um veado com olhos flamejantes. Anhangá é descrito com pele pálida e olhos de fogo. Diz a lenda que qualquer um que olhe em seus olhos é atingido pela loucura. Anhangá castiga aqueles que matam fêmeas grávidas, normalmente com a morte de um ente de sua família e costuma trazer a loucura a caçadores.

É visto como um Deus a ser temido pela sua natureza e domínios.



Caipora, o Protetor das Matas




Os Caiporas são criaturas meio homem e meio animal, vistas como uma espécie de Deuses menores das matas. Eles andam em bando e pregam peça em pessoas nas florestas. São capazes de reproduzir qualquer som, humano ou animal, e usam isso para fazer as pessoas se perderem na mata.

É dito que deve-se deixar algum presente para os Caiporas assim que se entra em uma floresta, como fumo, frutas ou flecha para não ser vítima de suas peças.

Em algumas regiões do Brasil, como em algumas cidades no interior de São Paulo, usa-se “Caipora” para chamar alguém que está irritando ou tirando alguém do sério, por ser atentado.



Xandoré , o Deus da Ira e do Ódio




Xandoré é descrito como o Deus da Ira e do Ódio e é aquele que motiva a guerra entre as pessoas. Ele é irmão do Deus Anhangá, Deus do submundo. Xandoré pode assumir a forma de um falcão e foi enviado para matar Pirarucu (um indígena de coração perverso que criticava os Deuses e cometia atos cruéis na terra), que mesmo atingido mortalmente por Xandoré, se recusou a pedir perdão, então foi transformado num peixe grande e escuro, desaparecendo no rio.

Xandoré era dito como um Deus que odiava os homens e levava a discórdia para então haver guerra entre eles.



Ticê, Deusa da Maldade e da Inveja, a Feiticeira sem medo




Ticê era uma poderosa feiticeira, muito temida pelo poder que tinha devido aos segredos que conhecia. Ticê usou seus encantos para não ser atingida pela loucura e morte que eram causados pelos olhos de Anhangá, o Deus do submundo. Então ambos puderam olhar para os olhos um do outro e acabaram se apaixonando. Anhangá então levou Ticê para reinar no submundo com ele, tornando-a uma Deusa.

Ticê ainda é muito temida por ser uma poderosa feiticeira e ter domínio sobre a maldade e a inveja.



Kianumaka-Manã, a Deusa Onça




Kianumaka-Manã é uma Deusa guerreira que possui a força das onças. Ela é uma Deusa de liberdade, espírito-livre, e abençoa as batalhas dos guerreiros indígenas.



Iara, a Deusa dos Lagos Serenos




Iara é vista como uma sereia de beleza exuberante que atrai os homens e pescadores para as águas.  Quando se aproxima, ela vira sua canoa e o puxa para baixo d’água, lhe afogando.

Há algumas versões da lenda de Iara. Uma delas é que Iara era uma indígena muito boa em caça e pesca, melhor do que seus irmãos, que decidiram matá-la por inveja. Tupã, apiedando-se da moça, a transforma em uma bela sereia, Deusa de águas doces. Outra versão é que Iara, sabendo do plano, mata seus irmãos, mas é capturada por seu pai, que a joga no Rio Solimões em uma noite de lua cheia, transformando-se numa sereia.



Ticê e Anhangá se olhando



Existem muitos outros Deuses e muitos outros seres dentro da imensa variedade dos Povos Indígenas. Esses são apenas alguns dos mais famosos. 




Por: Leonard Dewar
Imagens: Brasil Fantástico




18.8.16


Ísis (em grego antigo: Ἶσις; original egípcio "Aset" ou "Iset"[1]) é uma deusa da mitologia egípcia, cuja adoração se estendeu por todas as partes do mundo greco-romano, e posteriormente, do mundo. É cultuada como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. É a amiga dos escravos, pescadores, artesãos, oprimidos, assim como a que escutava as preces dos opulentos, das donzelas, aristocratas e governantes. Ísis é a Deusa da maternidade e da fertilidade.

Os primeiros registros escritos acerca de sua adoração surgem pouco depois de 2500 a.C., durante a V dinastia egípcia. A Deusa Ísis, mãe de Hórus, foi a primeira filha de Geb, o deus da Terra, e de Nut, a deusa do Firmamento, e nasceu no quarto dia intercalar. Durante algum tempo Ísis e Hator ostentaram a mesma cobertura para a cabeça. Em mitos posteriores sobre Ísis, ela teve um irmão, Osíris, que veio a tornar-se seu marido, tendo se afirmado que ela havia concebido Hórus. Ísis contribuiu para a ressurreição de Osíris quando ele foi assassinado por Seth. As suas habilidades mágicas e ajuda do deus Anubis devolveram a vida a Osíris após ela ter reunido as diferentes partes do corpo dele que tinham sido despedaçadas e espalhadas sobre a Terra por Seth. Este mito veio a tornar-se muito importante nas crenças religiosas egípcias.

Ísis também é conhecida como a Deusa da simplicidade, protetora dos mortos e deusa das crianças de quem "todos os começos" surgiram, e é a senhora dos eventos mágicos e da natureza. Em mitos posteriores, os antigos egípcios acreditaram que as cheias anuais do rio Nilo ocorriam por causa das suas lágrimas de tristeza pela morte de seu marido, Osíris. Esse evento, da morte de Osíris e seu renascimento, foi revivido anualmente em rituais. Consequentemente, a adoração a Ísis estendeu-se a todas as partes do mundo greco-romano, perdurando até à supressão do paganismo na era cristã.


Ísis alada (pintura mural, c. 1360 a.C.)


A pronúncia do nome desta deidade é uma corruptela do mesmo na língua grega antiga onde se modificou o nome egípcio original pela adição de um "-s" no final devido às normas gramaticais do antigo grego.

O nome egípcio foi grafado como ỉs.t ou ȝs.t com o significado de '(Ela de o) Trono'. A sua pronúncia correta em antigo egípcio é incerta, entretanto, uma vez que o antigo sistema de escrita usualmente não previa as vogais. Com base em estudos recentes que nos oferecem aproximações com base em linguagens contemporâneas e na evidência da língua copta, a pronúncia reconstruída de seu nome é *ˈʔuː.sat (O nome de Osíris, "Usir" ou "Wsir" também se inicia com o glifo para trono ʔs ('-s').). O nome sobreviveu nos dialetos coptas como Ēse ou Ēsi, assim como em palavras compostas sobreviventes em nomes de pessoas posteriormente, como por exemplo 'Har-si-Ese', literalmente 'Hórus, filho de Ísis'.

Por conveniência, egiptólogos arbitrariamente decidiram pronunciar o seu nome como ee-set. Por vezes também podem dizer ee-sa porque o t final em seu nome foi um sufixo feminino, que é sabido ter sido buscado à fala durante as últimas etapas da língua egípcia.

Literalmente, o seu nome significa "ela do trono". A sua cobertura original para a cabeça foi um trono. Como personificação do trono, ela foi uma representação importante do poder do faraó, assim como o faraó foi representado como seu filho, que se sentou no trono que ela forneceu. O seu culto foi popular em todas as partes do Egito, mas os santuários mais importantes eram em Guizé e em Behbeit El-Hagar, no Delta do Nilo, no Baixo Egito.

As origens do seu culto são incertas, mas acredita-se ser oriundo do delta do Nilo. Entretanto, ao contrário de outras divindades egípcias, não teve desse culto centralizado em nenhum ponto específico ao longo da história da sua adoração. Isto pode ser devido à ascensão tardia de seu culto. As primeiras referências a Ísis remontam à V dinastia egípcia, período em que são encontradas as primeiras inscrições literárias a seu respeito, embora o culto apenas venha a ter tido proeminência ao final da história do antigo Egito, quando se iniciou a absorção dos cultos de muitas outras Deusas com centros de culto firmemente estabelecidos. Isto ocorreu quando o culto de Osíris se destacou e ela teve um papel importante nessa crença. Eventualmente, o seu culto difundiu-se além das fronteiras do Egito.

Durante os séculos de formação do cristianismo, a religião de Ísis obteve conversos de todas as partes do Império Romano. Na própria península Itálica, a fé nesta deusa egípcia era uma força dominante. Em Pompeia, as evidências arqueológicas revelam que Ísis desempenhava um papel importante. Em Roma, templos e obeliscos foram erguidos em sua homenagem. Na Grécia Antiga, os tradicionais centros de culto em Delos, Delfos e Elêusis foram retomados por seguidores de Ísis, e isto ocorreu no norte da Grécia e também em Atenas. Portos de Ísis podiam ser encontrados no mar Arábico e no mar Negro. As inscrições mostram que possuía seguidores na Gália, na Espanha, na Panônia/Panónia, na Alemanha, na Arábia Saudita, na Ásia Menor, em Portugal, na Irlanda e muitos santuários mesmo na Grã-Bretanha. Ísis representa o amor, a magia e os mistérios da região.


Ísis com os atributos de Hathor (pintura mural)


Por causa desta associação entre nós e poder mágico, um símbolo de Ísis foi o tiet ou tyet (com o significado de "bem-estar"/"vida"), também denominado como "Laço de Ísis", "Fivela de Ísis" ou "Sangue de Ísis". Em muitos aspectos, o tiet se assemelha a uma cruz Ankh (ankh), exceto que os seus braços apontam para baixo e, quando usado como tal, parece representar a ideia de vida eterna ou ressurreição. O significado de "Sangue de Ísis" é mais obscuro, mas o tiet muitas vezes foi usado como um amuleto funerário, confeccionado em madeira, pedra ou vidro, na cor vermelha, embora isso possa ser apenas uma simples descrição dos materiais utilizados.

A estrela Spica (Alpha Virginis) e a constelação que modernamente corresponde aproximadamente à de Virgem/Virgo, surge no firmamento acima do horizonte em uma época do ano associada à colheita de trigo e grãos e, desse modo, ficou associada a divindades da fertilidade, como Hator. Ísis viria a ser associada a esses astros devido à posterior fusão de seus atributos com os de Hator.

Ísis também assimilou atributos de Sopdet, personificação da estrela Sirius, uma vez que este astro, ascendendo no horizonte um pouco antes da cheia do rio Nilo, foi interpretado como uma fonte de fertilidade, como Hator o havia sido também. Sopdet manteve um elemento de identidade distinto: uma vez que Sirius era visivelmente uma estrela, ou seja, não vivia no submundo, o que poderia ter conflitado com a representação de Ísis como esposa de Osíris, senhor do submundo.

Provavelmente devido à equiparação com as Deusas Afrodite e Vênus, durante o período greco-romano, a rosa foi usada em seu culto. A procura de rosas por todo o império tornou a sua produção em uma importante indústria.

Na arte, Ísis foi originalmente retratada como uma mulher com um vestido longo e coroada com o hieróglifo que significava "trono". Por vezes foi descrita como portadora de um lótus ("Nymphaea caerulea"), ou como um sicômoro (Ficus sycomorus). A faraó, Hatchepsut, foi retratada em seu túmulo sendo amamentada por um sicômoro que tinha um seio.

Após ter assimilado muitos dos papéis da Deusa Hator, a cobertura de cabeça de Ísis passa a ser a de Hator: os cornos de uma vaca, com o disco solar inscrito entre eles. Às vezes, também foi representada como uma vaca, ou uma cabeça de vaca. Normalmente, porém, era retratada com o seu filho pequeno, Hórus (o faraó), com uma coroa e um abutre. Ocasionalmente, foi representada ou como um abutre pairando sobre o corpo de Osíris, ou com o Osíris morto em seu colo enquanto por artes mágicas o trazia de volta à vida.

Na maioria das vezes Ísis é retratada segurando apenas o símbolo Ankh com um pequeno grupo de acompanhantes, mas no período final de sua história, as imagens mostram-na, por vezes, com itens geralmente associados apenas a Hator: o sistro sagrado e o colar símbolo de fertilidade "menat". Em The Book of Coming Forth By Day Ísis está representada de pé sobre a proa da Barca Solar, com os braços estendidos.

A estrela "Sept" (Sirius) está associada a Ísis. O surgimento dela no firmamento significava o advento de um novo ano, e Ísis foi igualmente considerada a deusa do renascimento e da reencarnação, e como protetora dos mortos. O Livro dos Mortos descreve um ritual especial, para proteger os mortos, que permitia viajar em qualquer parte do mundo subterrâneo. A maior parte dos títulos de Ísis tem relação com o seu papel de deusa protetora dos mortos.


Possível representação de Ísis lamentando a perda de Osíris 
(terracota, XVIII dinastia egípcia, Museu do Louvre, Paris)


Quando visto como deificação da esposa do faraó em mitos tardios, o proeminente papel de Ísis foi como assistente do faraó morto. Desse modo, ela ganhou uma associação funerária, com o seu nome a aparecer mais de oitenta vezes nos chamados Textos das Pirâmides, afirmando-se que ela era a mãe das quatro divindades que protegiam os vasos canopos, nomeadamente a protetora da divindade do vaso do fígado, Imset. Esta associação com a esposa do faraó também trouxe a ideia de que Ísis era considerada a esposa de Hórus (outrora visto como seu filho), que era protetor e, posteriormente, a deificação do faraó. À época do Médio Império, da XI dinastia egípcia até à XV dinastia egípcia, entre 2040 e 1640 a.C., à medida que os textos funerários começam a ser utilizados por maior número de membros da sociedade egípcia, além da família real, cresce também o seu papel de proteger os nobres e até mesmo os plebeus.

À época do Novo Império, a XVIII, a XIX e a XX dinastias, entre 1570 e 1070 a.C., Ísis adquiriu proeminência como a mãe e protetora do faraó. Durante este período, ela é descrita como amamentando o faraó e é frequentemente assim representada.

No Império Antigo, da III à VI dinastia egípcia, entre 2686 a.C. e 2134 a.C., os panteões das cidades egípcias variaram de região para região. Durante a V dinastia, Ísis pertenceu à Enéade da cidade de Heliópolis. Acreditava-se então que ela era filha de Nut e [Geb]], e irmã de Osíris, Néftis e Seth. As duas irmãs, Ísis e Néftis, muitas vezes eram representadas nos sarcófagos com grandes asas esticadas, como protetoras contra a maldade. Como deidade funerária, Ísis foi associada a Osíris, senhor do submundo (Duat), e foi considerada sua esposa.

A mitologia tardia (ultimamente em resultado da substituição de um outro deus do submundo, Anúbis, quando o culto de Osíris ganhou mais importância) fala-nos do nascimento de Anúbis. A mitologia conta que, como Seth negava um filho a Néftis, esta então disfarçou-se como Ísis, muito mais atraente, para seduzi-lo. O plano falhou, mas Osíris passou a achar Néftis muito atraente, pensando que ela era Ísis. Eles copularam, o que resultou no "nascimento" de Anúbis. Em outra narrativa, Néftis deliberadamente assumiu a forma de Ísis, a fim de enganar Osíris e assim obter dele a paternidade de seu filho. Com medo das represálias de Seth, Néftis persuadiu Ísis a adotar Anubis, de modo a que a criança não viesse a ser descoberta e morta. Essa narrativa explica tanto porque Anúbis é visto como uma divindade do submundo (uma vez que se torna filho de Osíris), quanto porque não poderia herdar a posição de Osíris (uma vez que não era um herdeiro legítimo), preservando posição de Osíris como Senhor do submundo. Deve ser lembrado, no entanto, que este novo mito foi apenas uma criação posterior do culto de Osíris que queria retratar Seth em um papel de maldade, como inimigo de Osíris.

Em outro mito de Osíris, Seth preparou um banquete para Osíris apresentando uma bela caixa e declarando que, quem coubesse perfeitamente nela, poderia ficar com ela como um presente. Ora, Seth havia medido Osíris enquanto este dormia, certificando-se assim que este era o único a caber perfeitamente na caixa. Após vários dos presentes terem tentado encaixar-se nela, chegou a vez de Osíris, que a preencheu perfeitamente. Seth então fechou a tampa da caixa, transformando-a num caixão para Osíris. Em seguida, Seth afundou a caixa fechada com Osíris nas águas do rio Nilo, que a levaram para muito longe. Assim que soube do ocorrido, Ísis foi procurar a caixa, para Osíris pudesse ter um enterro apropriado. Foi encontrá-la na longínqua Biblos, cidade na costa da Fenícia, e trouxe-a de volta ao Egito, ocultando-a em um pântano. Entretanto, naquela noite Seth foi à caça, vindo a encontrar a caixa oculta. Enfurecido, Seth retalhou o corpo de Osíris em catorze pedaços, e os espalhou por todo o Egito, para se certificar de Ísis jamais poderia encontrá-los e dar assim um enterro adequado a Osíris. Ísis e Néftis, sua irmã, dedicaram-se então à busca dos pedaços, tendo conseguido encontrar apenas treze. Um peixe havia engolido o último, o pênis, que Ísis refez utilizando magia. Desse modo, com todas as partes reunidas do corpo morto de Osíris, ela pode conceber Hórus. O número de partes do corpo de Osíris é descrito de forma variável nas paredes de diversos templos, entre catorze e dezesseis e, ocasionalmente, em quarenta e duas, uma para cada nomo ou distrito.


Ísis amamentando Hórus (Museu do Louvre)


Através da fusão de seus atributos com os de Hathor, Ísis tornou-se a mãe de Hórus, mais do que sua esposa, e isto, quando as crenças acerca de Rá absorveram Atum em Atum-Ra, sendo ainda necessário ter-se em conta que Ísis integrou a Enéade, como a esposa de Osíris. É necessário explicar, entretanto, como é que Osíris que (como Senhor da Morte) estava morto, pode ser considerado pai de Hórus, que não era considerado morto. Este conflito nas narrativas conduziu à evolução da ideia de que Osíris necessitava de ser ressuscitado e posteriormente, à versão da Lenda de Osíris e Ísis de que o grego Plutarco, no século I, em "De Iside et Osiride", nos deixou a versão mais extensa atualmente conhecida.

Um outro conjunto de mitos tardios detalha as aventuras de Ísis após o nascimento do filho póstumo de Osíris, Hórus. Foi dito que Ísis deu à luz Hórus e Khemmis, pensa-se, no delta do rio Nilo. Muitos perigos surgiram para Hórus após o seu nascimento e Ísis navegou com o pequeno Hórus para escapar da ira de Seth, o assassino de seu esposo. Em um instante, Ísis curou Hórus de uma picada mortal de escorpião, além de outros milagres com relação ao cipos, as placas de Hórus. Ísis protegeu e promoveu Hórus até que estivesse suficientemente grande e forte para encarar Seth e tornar-se, subsequentemente, faraó do Egito.


Atributos mágicos

De modo a ressuscitar Osíris com o fim de gerar um filho, Hórus, era necessário a Ísis "aprender" magia (que por muito tempo havia sido um atributo seu, antes do surgimento do culto a Rá), e então passou a afirmar-se que Ísis enganou Ra (Amon-Ra ou Atum-Ra), fazendo com que este fosse picado por uma serpente egípcia - para o que apenas ela possuía a cura -, para que este lhe dissesse o seu nome "secreto". Os nomes das divindades eram secretos, de domínio apenas dos altos líderes religiosos, uma vez que esse conhecimento permitia invocar o poder da divindade. Que ele fosse usar o seu nome "secreto" para "sobreviver" implica que a serpente tivesse que ser uma divindade mais poderosa do que Ra. Ora, a mais antiga divindade conhecida no Egito foi Uadjit, a cobra egípcia, cujo culto nunca foi suplantado na antiga religião egípcia. Como uma divindade da mesma região, teria sido um recurso benevolente para Ísis. O uso dos nomes secretos tornou-se um elemento central nas práticas mágicas egípcias do período tardio, e Ísis é invocada muitas vezes para que use "o verdadeiro nome de Rá" durante os rituais. Ao final do período histórico do antigo Egito, após a sua ocupação pelos gregos e pelos romanos, Ísis tornou-se a mais importante e poderosa divindade do panteão egípcio por causa de suas habilidades mágicas. A magia é um elemento central em toda a mitologia de Ísis, possivelmente mais do que para qualquer outra divindade egípcia.

Antes desta alteração tardia na natureza da religião antiga egípcia, a lei de Ma'at havia orientado as ações corretas para a maioria dos milhares de anos de religião egípcia, com pouca necessidade de magia. Thoth era o Deus que recorria à magia quando era necessário. A deusa que detinha o papel quadruplo de curadora, protetora dos vasos canopos, protetora do casamento, e senhora da magia anteriormente havia sido Serket. Ela então foi considerada como atributo de Ísis, pelo que não é de surpreender que Ísis tinha um papel central nos rituais e feitiços egípcios, nomeadamente os de proteção e cura. Em muitos feitiços, essas atribuições são inteiramente fundidas, mesmo com as de Hórus, uma vez que invocações a Ísis supostamente envolvem automaticamente poderes de Hórus. Na história do Egito a imagem de um Hórus ferido tornou-se uma característica padrão de feitiços de Ísis de cura, em que geralmente se invocam os poderes curativos do leite de Ísis.








17.8.16




Tudo o que acontece na escola da vida é para te ensinar desenvolver equanimidade mental. Então, se você já pode em algum grau ser canal do amor e do silêncio, é importante partilhar isso com os outros, mesmo que às vezes você corra o risco de cair. Porque essa queda é um sacrifício e ao mesmo tempo um aprendizado. Significa que você ainda não está completamente imune: se o outro te convida para brigar, você ainda aceita o convite. Uma mente equânime pode estar no mundo, se relacionando, sem aceitar os convites para a guerra. Não importa o que esteja acontecendo, você é sempre o mesmo - simplesmente observa o que é transitório e deixa passar.

Sri Prem Baba




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