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11.1.16


Equipe encontrou mais de mil corpos celestes nos últimos anos

OS AGLOMERADOS C791, C788, C800, C514, C530 E C941 
FOTO: CAMARGO/BICA/BONATTO


Um grupo de astrônomos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) descobriu 652 novos aglomerados estelares. O estudo foi conduzido pelos pesquisadores Denilso Camargo, Eduardo Bica e Charles Bonatto e foi publicado no periódico científico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (MNRAS) em novembro de 2015.

Entre 2014 e 2015, a equipe de brasileiros já havia descoberto 446 aglomerados estelares e pequenos grupos estelares, além de terem confirmado a existência de quatro braços espirais na Via Láctea.

A nova leva de aglomerados descobertos, que foram nomeados Camargo 447 a Camargo 1098, tem como principal característica o fato de serem, em sua maioria, pequenos. Nos grupos encontrados, foram identificados vários pares e trios de aglomerados. Isso leva os astrônomos a acreditar que um número significativo das estrelas são formadas em pequenos grupos estelares, e não em aglomerados massivos como se pensava até então. “Grupos estelares muito próximos entre si podem se unir pela ação da gravidade, vindo a formar um único aglomerado massivo”, explica Denilso Camargo.

Os astrônomos identificaram os novos aglomerados por meio de análise visual de imagens. Por estarem imersos em nuvens moleculares, muitas vezes os objetos não são encontrados em buscas automáticas.

Os aglomerados ficam dentro de nuvens moleculares gigantes que povoam o disco da Via Láctea, especialmente os braços espirais, e é dentro deles que as estrelas se originam. A maioria dos aglomerados descobertos até o momento ainda são jovens, não tendo tempo para se afastar demais da região onde nasceram, o que faz com que possam prover informações valiosas sobre a estrutura da nossa galáxia. Identificar a existência de novos objetos também pode trazer mais conhecimento sobre seus processos de evolução e de formação das estrelas.




Fonte: http://revistagalileu.globo.com



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